
Trofeo MAC 2011, Santos Lopes
Instituídos pela primeira vez em 1997, os prémios MAC visam estreitar os laços entre os diversos agentes e práticas artísticas: representações, expressões, conhecimentos e aptidões – bem como os objectos e os espaços que lhes estão associados – instituições, imprensa, grupos ou indivíduos que ao longo de cada ano mais activamente participam na produção, promoção e divulgação culturais, enriquecendo a cena artística nacional e internacional.
Desde essa data, estes prémios passaram a constar do nosso plano de actividades anuais, adquirindo um carácter regular, tendo o MAC chamado à concretização material dos troféus em que estes prémios se traduzem, os mais consagrados nomes da Escultura e Medalhística portuguesas – Professor Escultor João Duarte, Mestre Alberto Gordillo e a Escultora Maria Manuela Madureira.
Este ano, a tarefa ficou a cargo do Escultor Santos Lopes, que produziu uma peça rica em simbolismo que postula os princípios que presidem à fundação dos Prémios MAC: premiar a isenção e a qualidade.
A cerimónia de entrega dos Prémios teve lugar no dia 28 de Junho de 2011, no decorrer da inauguração da Exposição Colectiva de Artes Plásticas, comemorativa do 17º Aniversário MAC, com obras de Hilário Teixeira Lopes, Ricardo Paula, Roberto Chichorro, João Duarte, Santos Lopes, Alberto Gordillo, Matilde Marçal, Luísa Nogueira, Maria João Franco, Artur Bual, Alfred Opitz, Gil Teixeira Lopes, entre outros…
MAC`2011 Jornalista Cultural Televisão _ JOÃO PAULO SACADURA
MAC`2011 Programa Cultural Televisão _ CARTAZ DAS ARTES _ TVI

MAC`2011 Joao Paulo Sacadura e Programa Cultural Televisão _ CARTAZ DAS ARTES _ TVI / (C) MAC
MAC`2011 Imprensa _ NIRAM ART MAGAZINE

Fabianni Belemuski e Romeo Niram / (C) MAC
MAC`2011 Divulgação Cultural _ EVA DEFESES
Em representação de Eva Defeses, recebeu Héctor Martínez Sánz

Héctor Martínez Sanz, Representante DFS / (C) MAC
MAC`2011 Hilário Teixeira Lopes _ Teresa Mendonça

Antonio Calderón de Jesús e Onik Sahakian, (C) Defeses Fine Arts
Foram ainda atribuídas as distinções de Colaboração, Divulgação e Parceria Cultural a um grupo de personalidades que, de forma individual ou colectiva, tem trabalhado no sentido de conferir um maior reconhecimento público ao MAC e aos seus artistas.
Assim, este ano foram distinguidos na categoria de Colaboração Cultural: a pintora Maria João Franco, o pintor Paulo Canilhas e a fotógrafa Rosa Reis.
Na categoria de Parceria Cultural, uma vez mais distinguimos a acção pedagógica inovadora do Colégio Militar e da Prof.ª Pintora Ana Tristany.
As distinções de Divulgação Cultural foram entregues a Héctor Martínez Sánz, pelo trabalho desenvolvido na publicação Madrid en Marco, às Oficinas de Formação e Animação Cultural da Câmara Municipal de Aljustrel e ao Jornalista Manuel Rodriguez Vaz.

Héctor Martínez Sánz, (C) MAC
Antes cerimónia de entrega dos Prémios MAC 2011, uma Medalha de Reconhecimento Internacional foi entregue ao promotor cultural Antonio Calderón de Jesús, em reconhecimento dos seus projetos internacionais de cooperação entre Portugal e Espanha.

- Antonio Calderón de Jesús e Alvaro Lobato de Faria, (C) Defeses Fine Arts
- Antonio Calderón de Jesús iniciou um projeto sobre as artes portuguesas, que ele própio coordena supervisa e organiza. O livro será o primeiro de uma série editorial que irá explorar o mundo das galerias de arte de vários países, sob a sua organização e coordenação.
Mais fotografías: http://www.flickr.com/photos/defesesfinearts/sets/72157627125606996/
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MAC – história
No início dos anos 90, aparecia na cena artística de Lisboa um novo espaço cultural que abria portas no nº9/C, da Rua do Sol ao Rato. O MAC – Movimento Arte Contemporânea, ainda jovem instituição, sentiu a necessidade de proceder a uma reestruturação da orgânica cultural da cidade, respondendo com crescente eficácia e eficiência pedagógicas perante os públicos, em detrimento da componente comercial que à partida o caracterizava, para isso contando com o apoio de diversos parceiros, designadamente na salvaguarda e valorização de nomes e referências incontestáveis da cena artística portuguesa, no incentivo à criação e à divulgação culturais, na aposta pela educação e sensibilidade artísticas, promovendo a qualidade, permitindo sustentar uma alteração no acesso dos cidadãos à cultura e à formação do gosto.
Contar o nosso percurso passa não só por contar a história daqueles que se envolveram no nosso projecto, mas também por tornar público o nosso reconhecimento a todos quantos desde o início perceberam e colaboraram connosco no intuito de desenvolver a Arte enquanto motor de desenvolvimento, factor de coesão cultural e social, instrumento de qualificação e incontornável alavanca de progresso. Com o decorrer do tempo e graças à actividade permanente do MAC, foi possível conquistar um bom lugar dentro das Artes Plásticas e reunir em torno dos artista, com quem nos honramos de trabalhar, um público interessado e interveniente. A dimensão internacional começou a adquirir peso crescente no MAC – que desde a sua fundação desenvolve projectos em parceria com congéneres de outros países lusófonos (Angola, Cabo Verde, Brasil, Guiné, etc.) acolhendo artista oriundos destes países nos seus espaços, actividades e programação. No iniciar do novo século, projectando-se para uma nova dinâmica de acolhimento à Arte e às suas diferentes expressões, o MAC viu com a abertura do seu novo espaço na Av. Álvares Cabral, 58-60, em Lisboa, a consolidação de uma tradição que continuamos a acarinhar e que esperamos manter no futuro com os mesmos padrões de qualidade: fortalecer uma plataforma de diálogo entre agentes e instituições culturais, contribuindo para que se possa registar uma constante evolução e concorrência saudáveis no panorama artístico português, respondendo melhor e com mais eficácia às expectativas de um público que se quer cada vez mais consciente e exigente. Com a conquista de mais público para a cultura, a criação e enraizamento de hábitos culturais tradicionais e contemporâneos e a sua articulação com práticas e referências de outros lugares, o MAC assume-se hoje como veículo para o reconhecimento de um direito fundamental que consagra a democratização da cultura e o direito ao acesso e fruição dos bens culturais.
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